Judo

Benefícios

O adversário é um parceiro necessário ao progresso,
a vida da humanidade baseia-se nesse princípio.

Jigoro Kano

O Judo oferece benefícios claros de integração física e social para crianças e jovens, proporcionando um desenvolvimento físico, psíquico e social integrado. É recomendado pela UNESCO como um dos desportos mais adequados para crianças e jovens:

  • Desenvolve habilidades e capacidades específicas do aluno;
  • Prepara os jovens para uma convivência equilibrada no seu ambiente social;
  • Estimula o interesse pela competição sadia;
  • Desenvolve o educando como um todo.

O Judo tem por objectivo, não só a preparação técnica dos alunos, mas também o trabalho de forma pedagógica, adaptada aos moldes de uma educação ocidental.

PARA AS CRIANÇAS A PRÁTICA DO JUDO CONTRIBUI PARA:

  • Controle muscular;
  • Aperfeiçoamento do reflexo;
  • Desenvolvimento do raciocínio;
  • Equilíbrio mental;
  • Reforço do carácter e da moral;
  • Fortalecimento da autoconfiança;
  • Respeito aos companheiros.

AOS JOVENS, O JUDO PROPICIA:

  • Cuidar beneficamente do físico e do carácter;
  • A transformação da disciplina;
  • O equilíbrio mental;
  • Tratar o semelhante com respeito e humildade;
  • Torná-lo útil à sociedade.

Em síntese, por todas estas razões o Judo é, do ponto de vista físico e psíquico, uma excelente escola para o desenvolvimento da atenção, concentração e reflexão mental. Desenvolve, na criança, uma noção de respeito por si própria e pelos outros. É uma actividade de excepção para crianças tímidas pela estreita relação que possibilita com os colegas, e para crianças que tenham um comportamento mais agressivo é um óptimo veiculo de controlo dessa postura, possibilitando a essas crianças expressarem a sua agressividade através do seu próprio corpo, ajudando no equilíbrio diário da sua personalidade.

O Judo ajuda a:

História

O Judoka não se aperfeiçoa para lutar,
luta para se aperfeiçoar.

Jigoro Kano

Assente na obediência aos princípios do Judo como desporto de carácter formativo, num equilíbrio entre o exercício da mente e do corpo, o judo é uma modalidade olímpica desde 1964 e recomendado pela UNESCO como um dos desportos mais adequados para crianças e adolescentes.

CRIAÇÃO
O japonês Jigoro Kano, que era pequeno e fraco começou a praticar Ju-Jitsu aos 18 anos. Depois de algum tempo, observou que as suas técnicas poderiam ter um valor educativo. O seu objectivo era transformar aquela tradicional arte marcial num desporto que pudesse trazer benefícios para o homem. Criou então um método próprio, a que chamou de Nihon Den Kodokan Judo, eliminando os golpes que poderiam provocar lesões. Com esta adequação educacional, o judo foi transformado em disciplina de educação física nas escolas.

SIGNIFICADO
Em 1882, o professor Jigoro Kano fundou o Instituto Kodokan, marcando também o nascimento do judo. O judo é destinado à formação e preparação integral do homem através das actividades físicas de luta corporal e do aperfeiçoamento moral. A palavra judo significa “caminho suave”.

O JUDO EM PORTUGAL
Em Portugal os primeiros contactos (documentados) com o Judo, datam da primeira década do séc. XX. Realizaram-se a bordo de um navio da marinha nipónica ancorado no Tejo onde oficiais japoneses efectuaram uma demonstração de Judo para os visitantes. Em Portugal, assim como no Japão, as raízes dos Judo estão intimamente entrelaçadas às do Ju-jitso. Nas primeiras décadas do séc.XX vários mestres de Ju-jitsuo visitam Portugal, e tanto o Ju-jitsu como o Judo penetraram levemente em alguns sectores da sociedade. Este interesse pelo Ju-jitsu e Judo adquire uma expressão mais visível na introdução do ensino de técnicas de defesa pessoal aos agentes da policia cívica do Porto (1936), na publicação de alguma bibliografia, e mais tarde na criação da academia de Budo (1956) fundado por António Correia Pereira, o primeiro cinturão negro português reconhecido pelo Kodokan.

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Mestre Kiyoshi Kobayashi
Foto: wok.pt

Mas estes primeiros desenvolvimentos da modalidade em Portugal irão ter muito pouco impacto na formação da FPJ e na configuração que o Judo apresenta hoje em dia.
Em 1955 chegam a Portugal os mestres Henri Bouchend ´Homme e Anthony Stryker, começam a leccionar Judo, e do contacto entre os alunos dos dois mestres surge a ideia de formar um clube de Judo, ideia esta que se materializou na criação do Judo Clube de Portugal (12 Julho 1957)[2].
Em 1958 Kiyoshi Kobayashi chega a Portugal, considerado por muitos “o pai do Judo português”. O mestre revolucionou por completo o panorama do Judo em Portugal, lecciona em vários clubes partilhando incansavelmente todo o seu conhecimento técnico, incute uma disciplina de treino regular, implementa novas metodologias de treino e homogeneíza o panorama técnico nacional. Kobayashi também forma algumas das figuras mais relevantes da história do Judo português, entre elas, José Manuel Bastos Nunes presentemente o judoca português mais graduado (8º dan). O mestre nipónico está intimamente ligado à criação da Federação Portuguesa de Judo (F.P.J) onde é membro honorário e onde foi seleccionador nacional por vários anos, por todas estas razões Kobayashi é hoje considerado por muitos uma das figuras mais centrais da história do Judo nacional.
O crescente desenvolvimento do Judo em Portugal criou a necessidade de conceber um organismo oficialmente reconhecido que fosse responsável pela divulgação, orientação e organização das actividades ligadas ao Judo, neste contexto é criada a F.P.J28 de Outubro de 1959[3], Em 1961 a F.P.J torna-se membro efectivo da União Europeia de Judo (UJE), e em 1964 Fernando Costa Matos defendeu as cores nacionais nas olimpíadas de Tóquio onde o Judo, pela primeira vez, fez parte do quadro das modalidades praticadas.
A revolução dos cravos (1974) trouxe uma serie de mudanças para o panorama do Judo nacional. A democratização do tecido nacional português a introdução de novas políticas desportivas e a reorganização do funcionamento da FPJ com a descentralização das actividades ligadas ao Judo através da criação das associações distritais, são talvez os principais factores que mais contribuíram para o crescimento do Judo nacional. Este intensifica-se na década de 80 onde atletas como Hugo Assunção, António Roquete de Andrade e João Paulo Mendonça marcam presença assídua nos campeonatos da Europa e J.O. Mas é só na década de 90 que o Judo português começa a conquistar medalhas nos torneios de maior relevo a nível internacional, destacam-se os feitos de Filipa Cavalleri conquista a primeira medalha Mundial Sénior 1995, seguida de Guilherme Bentes com primeira medalha Mundial masculina 1997, Pedro Soares conquista o mítico torneio de Paris 1998, após recuperação 8 meses inédita de uma cirurgia a coluna, arrecadando ainda várias medalhas europeias, sendo as duas últimas na mesma prova em 2002 na categoria mais de 100kg e Open, respectivamente.

Em 1958 Kiyoshi Kobayashi chega a Portugal, considerado por muitos “o pai
do Judo português”. O mestre revolucionou por completo o panorama do Judo em Portugal, lecciona em vários clubes partilhando incansavelmente todo o seu conhecimento técnico, incute uma disciplina de treino regular, implementa novas metodologias de treino e homogeneíza o panorama técnico nacional.

Na década de 2000 o Judo nacional reforça ainda mais a tendência de crescimento das décadas anteriores, Portugal passa a receber algumas das grandes provas do circuito internacional: Taça do Mundo Feminina Lisboa, 2007; campeonato da Europa de Seniores Lisboa, 2008, Taça do Mundo Lisboa 2010. Michel Almeida 2000, João Neto 2008 e João Pina consecutivamente em 2010 e 2011 arrecadaram ouro no Campeonato da Europa. Nuno Delgado conquista a primeira medalha Olímpica no Judo (Bronze) para as cores nacionais (Sydney, 2000), adicionando-a a várias outras, entre elas a de 1º Campeão Europeu do judo português (Bratislava 1999). Os leões do Sporting conquistam dois bronzes na Golden League (Clubes), 2015 e 2016 liderados pelo Mestre Pedro Soares, feito inédito para Portugal. 16 anos depois da primeira medalha olímpica portuguesa para o Judo e depois do desaire de Londres onde o Judo não consegui uma única vitória, Telma Monteiro repete o feito alcançando, a medalha de Bronze nas Olimpíadas do Rio Janeiro, esta equipa e projeto foi liderado por Nuno Delgado e uma equipa técnica formada pelos grandes expoentes da modalidade. O Judo português alimenta grandes expectativas para o próximo ciclo Olímpico onde os Jogos se realizam no País de origem do Judo, Tokio 2020.

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Mestre Fernando Costa Matos
Foto: youtube.com

BIBLIOGRAFIA:
BRANCO, José Costa; SILVA, David Monge da; MATOS, Fernando Costa; CARVALHO, Fausto Martins de Judo, Centelha, 1983.
FERREIRA, José. O Judo em Portugal.Disponível em judolandia.tripod.com
JUDO CLUBE DE SINTRA. JUDOKAI – Manual de Formação para Graduação em 1º DAN – JUDO. Disponível em www.judokai.pt
MATOS, Rita. 50 Anos da Federação Portuguesa de Judo, Lisboa, Rolo & Filhos II, S.A., 2009
MINURO. Essência do Judo, Lisboa, Soc. Tipográfica, Limitada, 1950.

SITES:
www.cjporto.pt
www.fpj.pt
www.intjudo.eu
ubu.no.sapo.pt
www.comiteolimpicoportugal.pt
www.judoclubeportugal.pt

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Jigoro Kano
Foto: kodokanjudoinstitute.org

Breve história dos samurais

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Samurai era um soldado da aristocracia do Japão durante o período entre 930 e 1877, aproximadamente, que seguia um código de honra chamado Bushido. Os samurai tornaram-se a classe dominante do Japão em 1185, com a fundação do primeiro xogunato por Minamoto no Yoritomo. Com a restauração Meiji, em 1868, os samurai perderam o poder para o imperador e declinaram rapidamente, sendo perseguidos até o extermínio, que ocorreu após o fim da Rebelião Satsuma, nove anos depois. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana.
O termo feminino de mulheres guerreiras é Onna-bugeisha.
O nome “samurai” significa, em japonês, “aquele que serve”. Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Em troca disso recebiam privilégios terras e/ou pagamentos, que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros).
Um termo mais apropriado para Samurai é bushi (significando literalmente “guerreiro ou homem de armas”) que era usado durante o período Edo. No entanto, o termo “Samurai” refere-se normalmente à nobreza guerreira e não por exemplo à infantaria alistada. Um samurai sem ligações a um clã ou daimyō era chamado de ronin (literalmente “homem-onda”). Rōnin são também samurai que largaram a sua honra ou aqueles que não cumpriram com o seppuku, que significa dividir a barriga, de modo a repor a honra do seu clã ou família. Samurai ao serviço do han eram chamados de hanshi.
Era esperado dos Samurai que eles não fossem analfabetos e que fossem cultos até um nível básico, e ao longo do tempo, durante a era Tokugawa (também chamada de período Edo), eles perderam gradualmente a sua função militar.
Tal relação de suserania e vassalagem era muito semelhante à da Europa medieval, entre os senhores feudais e os seus cavaleiros. Entretanto, o que mais difere o samurai de qualquer outro guerreiro da antiguidade é o seu modo de encarar a vida e seu peculiar código de honra e ética.
Os samurai obedeciam a um código de honra não-escrito denominado bushido (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação.
Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida.
Os samurai destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.
O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito
que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurai descobriram
o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.
Os samurai eram guerreiros que davam muita importância ao seu clã (família) por isso se algum membro da família do samurai morresse por assassinato ele teria que matar o assassino para assim reconquistar sua honra.

Samurais famosos

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Era do clã Tokugawa (1603-1868) Miyamoto Musashi (1584-1645) foi um dos heróis nacionais do Japão. Vivendo num período histórico de transição, em que os tradicionais métodos dos samurais eram aos poucos substituídos por armas de fogo (ainda primitivas), ele simbolizou o auge do bushido (caminho do guerreiro), no qual um homem com uma espada na mão representava o máximo da realização individual.
Vários espadachins percorriam o país, alguns simplesmente procurando um adversário famoso como forma de promoção, outros realmente buscando aperfeiçoar sua técnica. Musashi era um destes aventureiros. Como narra na introdução de O Livro dos Cinco Anéis, nunca foi derrotado em combate, apesar de ter enfrentado mais de sessenta oponentes, algumas vezes mais de um simultaneamente.

Tomoe Gozen

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Tomoe Gozen (1157 – 1184) foi uma das poucas guerreiras samurai, Onna-bugeisha, na História do Japão, durante as Guerras Genpei (1180 – 1185) no final do Período Heian da História do Japão.
Estima-se que Tomoe (que significa Círculo Perfeito) nasceu por volta do ano 1157 em uma família de samurais, assim, como de costume, todas as mulheres de sua família foram treinados no manuseio da naginata , necessário para proteger a casa.
Tomoe lutou nas Guerras Genpei, um confronto entre clãs Taira e Minamoto, que durou cinco anos. Em 1184 tomou Kyoto depois de vencer a Batalha de Kurikara . Quando finalmente o Clã Minamoto venceu , seu marido Minamoto no Yoshinaka foi acusado de conspiração pelo Shogun Kamakura , Minamoto no Yoritomo , o que levou o imperador a declará-lo um inimigo do Estado e pedindo sua cabeça. Segundo algumas fontes, Tomoe morreu na Batalha de Awazu , em 1184, onde seu marido morreu. No entanto, no Heike Monogatari diz que Tomoe não foi apenas uma dos cinco do Clã Kiso que estavam vivos no final da batalha, mas também explica que Tomoe não era esposa Yoshinaka, mas apenas fazia parte de seu Estado Maior . Outras fontes afirmam que Tomoe foi derrotada por Wada Yoshimori e que mais tarde o tomou como sua esposa, e que depois da morte deste tornou-se uma freira.
Nunca foi verificada a autenticidade da existência de Tomoe, exceto pelo que está escrito no Heike Monogatari. Apesar de que, o túmulo de sua pagem Yamabuki Gozen foi encontrado, assim como maioria dos eventos narrados no Heike Monogatari são considerados verdadeiros pelos historiadores.

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Do Judo para Gracie Jiu-Jitsu

Quando você tem mais confiança em si mesmo,
você é automaticamente mais tolerante. Tem a condição de meditar,
de se pôr no seu devido lugar, sem precisar de lutar
e isso assusta os valentões.

Hélio Gracie

O jiu-jitsu japonês foi apresentado à família Gracie, no Brasil, por volta de 1914, por Conde Koma. Conde era campeão de judo e discípulo direto de Jigoro Kano, fundador do Judo, no Kodokan do Japão. Nasceu em 1878, e tornou-se aprendiz de judo (o jiu-jitsu de Kano) em 1897.
Em 1914, Conde teve a oportunidade de viajar para o Brasil, como parte de uma grande colónia de imigração japonesa. No Pará, estado da região norte do Brasil, tornou-se amigo de Gastão Gracie, empresário influente que ajudou Maeda a estabelecer-se.
Para demonstrar sua gratidão, Maeda prontificou-se a ensinar o jiu-jitsu japonês tradicional a Carlos Gracie, filho mais velho de Gastão. Carlos aprendeu por alguns anos e, depois, passou o seu conhecimento para os irmãos. No entanto, foi Hélio Gracie, o irmão mais novo de Carlos, que foi o maior responsável pelo refinamento técnico da arte japonesa, o que o levou a ser conhecido como o “Criador do Jiu-Jitsu Brasileiro”.
Família Gracie é uma família de lutadores brasileiros, de ascendência escocesa, originários de Belém do Pará e radicados atualmente na cidade do Rio de Janeiro e São Paulo.
É a grande responsável pelo desenvolvimento do estilo de arte marcial brasileira conhecido hoje como jiu-jitsu brasileiro, Brazilian Jiu-Jitsu ou BJJ. Carlos Gracie e Hélio Gracie, os patriarcas, são considerados os pais do Jiu-Jitsu no Brasil.
Desenvolveram uma técnica para um lutador “fraco” poder derrotar um oponente mais forte usando técnicas em forma de estrangulamentos, alavancas, imobilização e torções.
A família Gracie ficou muito conhecida também por desenvolver e seguir uma dieta que combina certos elementos da tabela alimentar entre si.
Em 1976, Rolls Gracie derrotou um mestre que propôs um desafio entre sua arte, o Karate, e o Jiu-Jitsu brasileiro. No final da década de 1990, a família atingiu o grande público quando Rorion Gracie revolucionou o mundo das artes marciais ao criar o Ultimate Fighting Championship (UFC) o primeiro dos campeonatos de vale-tudo que depois ficaram conhecidos por campeonatos de MMA (pt. Artes Marciais Mistas), nos quais lutaram e foram campeões Rickson, Royce, Royler, Renzo, Ralph, Ryan e Rodrigo. Kyra Gracie é a primeira mulher da família a competir ativamente na modalidade.
“Nossa dieta consiste em não envenenar o corpo, não deixá-lo doente e estabelecer uma combinação adequada dos alimentos. O objetivo principal é manter o pH das refeições o mais neutro possível, equilibrando as substâncias por meio da combinação certa.”

DIETA GRACIE
A chamada Dieta Gracie é um sistema alimentar desenvolvido durante 65 anos de pesquisa e experimentação por Carlos Gracie, que sofria de fortes enxaquecas, pleuras e até mesmo hiperuricemia, que chegavam a deixá-lo trancado no quarto por dias. Por isso, ele resolveu estudar uma solução para seus problemas de saúde. Tendo o lema do filósofo Hipócrates (“Faça da alimentação o seu remédio”) como base, Carlos compilou todo o conhecimento que adquiriu estudando teses dos mais renomados especialistas em nutrição do mundo, e criou a Dieta Gracie.
A dieta consiste em seguir com disciplina as combinações de alimentos da tabela criada por Carlos Gracie, além de não ingerir bebida alcoólica e carne de porco. Outra dica é beber um copo de água logo ao se levantar e outro antes de ir dormir. É desaconselhável também misturar cereais também entre si, gordura com açúcar e alimentos ácidos. E o tempo entre as refeições deve ser de, no mínimo, quatro horas.
Em 2012, a familia lançou o livro “A Dieta Gracie – o Segredo Dos Campeões”.
O Judo e Gracie Ju jitsu são duas raízes do mesmo tronco que completa o treino de um bom atleta de combate, apesar de ter influência direta do Kodokan Judo de Jigoro Kano o Gracie Ju Jitsu é hoje uma arte completamente implementada e com espaço reconhecido no meio dos desportos de combate e deu expressão ao Brazilian Ju Jitsu (BJJ) que é o desporto de combate em maior ascensão mundial. Os Gracie mantém as tradições ancestrais da defesa pessoal e combate de rua originários da doutrina de Kano. Já o Judo segui o caminho de desporto olímpico sendo hoje a modalidade de combate mais reconhecida e com maior representatividade do quadro Olímpico, procurando agora incluir os combates de equipas num futuro próximo. Apesar destas diferenças o Judo e BJJ têm uma ligação é inequívoca e complementar. Nuno Delgado, os seus professores e atletas treinam frequentemente Gracie Ju Jitsu.

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Hélio Gracie
Foto: fightland.vice.com

Nossa dieta consiste em não envenenar o corpo, não deixá-lo doente e estabelecer uma combinação adequada dos alimentos.
O objetivo principal é manter o pH das refeições o mais neutro possível, equilibrando as substâncias por meio da combinação certa.”

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Irmãos Gracie
Foto: pinterest.com

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Espírito

Ter a vitória sobre o adversário como objetivo
é contrária ao espírito do Judo.

Jigoro Kano

O adversário a vencer está dentro de nós. A única vitória real é a que nós ganhamos sobre nós mesmos. Ao conceber o Judo, Jigoro Kano soube, dar-lhe uma forma adaptada à vida moderna, sem perda de originalidade e sem o abandono do valor das tradições oriundas dos Samurais. Desta forma, foi com êxito que “impôs” ao Japão e ao mundo esta nova modalidade.
De facto, o Judo atravessou fronteiras, conquistou todos os países, penetrou em todas as culturas, criando uma verdadeira ponte entre os povos. O Mestre Kano exprimiu os objectivos essenciais da prática do Judo, através dos seguintes postulados:

Seiryoku Zenyo “melhor emprego da energia”
Jita Kyoei “prosperidade e benefícios mútuos”
Jiko no Kansei” procura constante pela perfeição física e mental”.

Os valores do domínio individual, de tenacidade no esforço, de cortesia, de igualdade de espírito na vitória e na derrota, que devemos procurar no Dojo, contribuem largamente para desenvolver uma personalidade apreciada por todos, fazendo do Judo uma escola de valores, tão actuais como na época do mestre Kano.

CÓDIGO MORAL
Estas premissas são consubstanciadas segundo uma lista de valores essenciais que é necessário respeitar e as virtudes que cada Judoca deverá adquirir:

  • Reigi pronuncia-se “le-gui” alongar a primeira sílaba -A Delicadeza e Cortesia É o respeito dos outros. -Yuki “U” é um “ou” alongado .A Coragem é fazer o que é certo e leal.
  • Makoto é também um nome para o menino. A Sinceridade é expressa, sem disfarce dos seus pensamentos.
  • Meiyo pronuncia-se “iô-me” a Honra significa ser fiel à sua palavra.
  • Kenkyo pronunciada “ken-kyo”. A Modéstia, falar de si sem orgulho ou vaidade.
  • Sonkei pronuncia-se “a-ke,” a segunda sílaba alongada. Respeito faz nascer a confiança, sem respeito não pode haver verdade.
  • Jisei pronuncia-se “ji-sse”, alongou a segunda sílaba. Auto-Controlo, manter-se calmo, mesmo quando a raiva aumenta.
  • Yûjyô “U” é um “ou” alongado. A Amizade, deve ser privilegiada, é o mais puro dos sentimentos humanos.

COMPONENTES DO JUDO
Judo é a escola da vida, as graduações (Kyus e Dans) permitem-nos medir passo a passo, os nossos próprios progressos nas três componentes do Judo: O Shin, o Ghi e o Tai. O objectivo dos mestres de Judo não é apenas a formação de campeões ou das técnicas do Judo, mas ajudar os jovens a sentirem-se bem na sua vida quotidiana, a viverem em harmonia no ambiente que os rodeia, a serem cidadãos em pleno.
O Judo tem uma identidade própria, com valores, normas e símbolos que o distinguem no quadro da dinâmica cultural de outras modalidades, sendo de facto uma actividade de elevado valor educativo. É importante que o jovem compreenda que no Judo podem coexistir as duas vias, competição( RANDORI) e expressão técnica ( KATA), que apreciam por meios diferentes o mesmo valor combinado shin-ghi-tai (espírito, técnica e eficácia).

SHIN – ESPÍRITO
Desde o início, o professor ensina o praticante a respeitar o cerimonial, a tornar-se mais paciente, atento e concentrado. No Dojo, a cortesia revela-se em ínfimos pormenores, desde a saudação até à entreajuda na aprendizagem, na competição, o respeito pelo adversário, tornam o Judoca leal, reforçando o “espírito desportivo” e o fair play. Este desenvolve a sua “força mental” e a capacidade de superação, através de: saber querer e querer no bom sentido.

GHI – TÉCNICA
O praticante passa horas a aprender, a repetir, a explorar as subtilezas de um grande número de acções complexas, de ataque e de defesa.Com a ajuda do professor começa a aprender os “princípios”. O Judoca apropria os conhecimentos teóricos e aumenta o repertório técnico/táctico; adquire habilidade e perícia, tornando-se exímio na execução técnica, procurando de forma constante progredir.

TAI – EFICÁCIA ( CORPO)
O resultado do esforço no trabalho e espírito de sacrifício, que o praticante dedica ao Judo proporciona-lhe um corpo vigoroso e de forma harmoniosa. Desenvolvendo as capacidades motoras, possibilita-lhe uma maior eficácia
em combate.

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Judocas em meditação.
Foto: jmurchison.wordpress.com

BUSHIDO

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Código 7-5-3
Bushido – Código Samurai

7 Virtudes do/a Guerreiro/a:
-Justiça
-Coragem
-Benevolência
-Polidez/Modos Apropriados
-Honestidade/Sinceridade
-Honra
-Lealdade

5 Chaves para a Saúde:
-Boa Nutrição
-Exercícios Diários
-Descanso Eficiente
-Higiene Apropriada
-Atitude Positiva

3 Estados de Espírito/Mente:
-Zanshin: Prontidão / Consciente
-Mushin: Mente Clara / Mente Vazia
-Fudoshin: Serenidade /Equilíbrio Emocional

Regras

O judoca não se aperfeiçoa para lutar,
luta para se aperfeiçoar.

Jigoro Kano

A prática da modalidade de Judo exige respeito, cortesia e amabilidade, sendo a saudação o expoente máximo destas virtudes sociais. No tapete, o respeito e cortesia pelo oponente distingue os grandes vencedores.
A respectiva modalidade rege-se por regras de pontuação e penalização, com um conjunto vasto de técnicas e infracções associadas.
Dois judocas, um com Judogi azul e outro com Judogi branco, enfrentam-se durante cinco minutos no tapete.
A luta pode ser encerrada a qualquer momento caso um dos atletas consiga um Ippon ( 10 pontos)golpe perfeito deixando o adversário com as costas no tapete, imobilização por 20 segundos ou uma técnica de submissão ( luxação ao cotovelo ou estrangulamento sanguíneo ao pescoço) que obrigue o adversário a desistir. Caso contrário será vencedor aquele que tiver a maior soma de pontos nos golpes bem sucedidos.
Depois do ippon, o melhor golpe é o Wazary ( 7 pontos),no qual o adversário cai de costas, rebolando e sem um controle perfeito ou a imobilização do adversário durante de 15 a 19 segundos. Abaixo está o Yuko ( 5 pontos), queda lateral do adversário no tapete ou imobilização de 10 a 14 segundos. Os judocas podem ser penalizados por falta de combatividade e/ou outro tipo de penalizações, sempre de acordo com o critério dos juízes (três – um central e dois de mesa), com punições que se dividem em 2 grupos:

O Juíz deverá aplicar as penalidades de Shido ou de Hansoku-make em função da gravidade da infracção. Durante o combate se um atleta for punido com 3 Shidos o quarto será Hansoku-make (3 advertências e depois desclassificação). Os Shidos não valem ponto para o adversário, somente a pontuação técnica dá pontos no placar, existe ainda a desqualificação directa por uma atitude anti-desportiva Hansoku make. No final do combate se a pontuação for igual no placar, o competidor com menos Shidos ganha.
No fim do combate caso os atletas estiverem empatados (tanto em pontos como em infrações) a vitória é definida por ponto de ouro, ou seja, o marcador é colocado a zeros e o primeiro judoca a conseguir uma vantagem ou penalização a seu favor, vence.

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Utilização das técnicas de judo durante um treino de competição.
Foto: EJND

Depois do ippon, o melhor golpe é o Wazary (7 pontos),no qual o adversário cai de costas, rebolando e sem um controle perfeito ou a imobilização do adversário durante de 15 a 19 segundos.

Graduações

A formação, a especialização e o aperfeiçoamento são a chave do progresso no Judo e na Vida. A Graduação é uma referência de nível que incentiva a aprender sempre mais e motiva a alcançar o sucesso na modalidade, que também se repercute na vida. Para uns é sinal de evolução da mestria que ambicionam, para outros são simples passos normais de quem progride na busca do conhecimento.
Uma graduação acarreta responsabilidades especiais. A responsabilidade de dar o exemplo, de aprender sempre mais, de reconhecer a diferença, de mostrar qualidades e de manter uma postura de crescimento contínuo, físico epsíquico, no tapete e fora dele.

Graduação – Sistema Português

Entre todas as graduações existe um cinto intermédio com a cor dos dois cintos que o antecedem e procedem até ao cinto castanho (exemplo Branco – Amarelo)

Existem ainda os seguintes patamares de evolução, que permitem, para além do preto, usar um cinto mais cerimonial e que, normalmente, não são usados nem em treino de Randori e são proibidos em competição: